Estávamos eu, Gleber, Ana Carla, Ana Ferreira e Michelle. Lemos juntos alguns trechos dos textos que eu mencionei no post anterior e começamos a pensar em alguns encaminhamentos teóricos e de metodologia.
Das coisas que lemos, e das conversas subsequentes, separamos alguns pontos-chave que podem orientar a nossas próximas leituras e experimentos: produção de imagens em moda, narrativa, bens simbólicos, identidade cultural.
Quanto à identidade cultural, essa ideia nos remeteu muito a Curitiba, o que seria uma identidade da moda curitibana, não só a Curitiba bonitinha e urbanizada da região central, mas também a região periférica, as diversas tribos urbanas, os b-boys do Tatuquara, as piriguetes do Fazendinha, a moda evangélica. Pra entender isso melhor, sentimos a necessidade de mais respaldo teórico. Fiquei com a missão de encontrar um PDF do "Identidade cultural na pós-modernidade", do Stuart Hall. (Não encontrei ainda, se alguém achar, pls, avise.)
Os estudos culturais nos pareceram um bom ponto de partida por três motivos: 1. O foco na identidade, que parece um ponto essencial quando tentamos articular arte e moda, 2. O fato de terem surgido principalmente entre intelectuais de países em desenvolvimento, o que nos remete a questões relativas ao nosso país (Michelle lembrou da campanha das lojas Renner: "Londres é aqui"), 3. O fato de serem estudos que procuram articular várias áreas do conhecimento, que é justamente o nosso foco.
A partir dessa leitura, já começamos a planejar um novo experimento, que seria o de começar um registro fotográfico das vitrines curitibanas e, de novo, não só as do Centro. Mas, seria legal dar início a esse experimento já depois de alguma conversa sobre o "Identidade cultural", porque isso já traria uma outra maneira de olhar e registrar essas imagens.
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terça-feira, 11 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Esquentando os funis
Gente,
Fiquei pensando bastante sobre alguns possíveis caminhos que a gente pode tomar pra começar a tornar o nosso trabalho um pouco mais dirigido. A partir dessas primeiras tentativas que a gente fez com fotografia, me parece que é um bom momento para desenvolver um olhar crítico sobre essa produção experimental.
Acho que essas experiências surgiram de uma curiosidade comum pela possibilidade narrativa da produção de imagem em moda, tanto em editoriais fotográficos, como na criação de uma coleção e de um desfile. Como os signos são organizados ali, que conexões eles produzem, como eles se sucedem no tempo. Mesmo acontecendo em um tom de brincadeira, totalmente informal, e com os materiais disponíveis, acho que essas tentativas podem nos ajudar a perceber essas escolhas que fomos fazendo intuitivamente: por que um certo tipo de maquiagem e não outro, por que uma luz de frente e não de lado, por que uma certa pose ou atitude.
Diante disso, comecei a procurar alguns textos mais voltados a essas relações: produção de imagem-narrativa-moda-semiótica. Encontrei alguns artigos, dos quais já estou separando alguns trechos pra lermos juntos. Vou colocar aqui, assim, se alguém tiver um tempinho, já pode dar uma olhada pra podermos conversar.
O que eu acho mais legal, por agora, é esse aqui.
A autora coloca esse tipo de produção de imagem que está nos interessando dentro de um panorama histórico, de uma forma bem honesta, com uma linguagem simples.
O texto da Renata Pitombo volta à nossa questão inicial: moda é arte, arte é moda? Mas ela faz isso pensando em produção de significado, e abandona essas questões pra falar de uma "artisticidade" presente na moda. Está em PDF (botão direito e "salvar link como"):
O terceiro texto, da Larissa Lacerda, também está em PDF. Me parece interessante pra gente porque se propõe a analisar imagens de um editorial de moda da revista Marie Claire. Acho que pode nos fornecer algumas pistas pra podermos pensar na produção de imagem criticamente.
Estou levando também o "Mercado dos bens simbólicos" do Bourdieu, que é um texto pra ir lendo com calma, mas me parece que os conceitos de "bem simbólico" e "troca simbólica" que ele traz vão fazer parte das nossas conversas, necessariamente, se a gente for pensar em moda e semiótica.
Bom, acho que por enquanto é isso. Vejo vocês de noite, 19h30, no Cafofo.
Beijo,
Gustavo.
terça-feira, 20 de abril de 2010
A Moda como ela (é) parece ser
A nossa segunda pele, a roupa que vestimos. A nós, só é permitida a escolha depois de muito tempo em que aqui já estamos. Antes, porém, passamos pelas escolhas dos nossos genitores, protetores, seguidores, orientadores, e ... enlouquecedores.
Assim, a moda vai se fazendo e vamos fazendo a moda, impregnada de nossos olhos, nossas escolhas, nossas certezas.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Informe C3 - Edição n. 5
Esbarrei nisso por acaso, estava procurando uma coisa completamente diferente. É uma revista de um grupo de estudos que "busca investigar os processos de construção do Corpo em diferentes contextos Culturais, relacionando com os discursos e práticas da Contemporaneidade. Tendo as artes, Moda e questões socioculturais como focos para tentar esclarecer e fortalecer interrogações".Essa edição é especificamente sobre moda e tem artigos bem legais, e também achei que o grupo é uma possível interlocução pra gente pensar. Clicando na imagem dá pra baixar o pdf, mas também dá pra ler online no site.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Mais um texto
Vi por cima, mas parece que vai por uma via mais sociológica, cita Bourdieu e tals:
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Um texto
Segue aí um artigo, que propõe algumas conexões entre moda e arte conceitual. Eu achei bem honesto. (Cliquem no título com o botão direito e escolham "Salvar link como")
José Mário Martinez Ruiz - ARTE E MODA CONCEITUAL: UMA REFLEXÃO EPISTEMOLÓGICA
José Mário Martinez Ruiz - ARTE E MODA CONCEITUAL: UMA REFLEXÃO EPISTEMOLÓGICA
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